quinta-feira, 13 de março de 2014

E se de um momento para o outro deixássemos de existir

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A pergunta é silenciosa
Mas fazêmo-la.
E se de um momento para o outro
Deixássemos de existir?
Existir, no sentido terreno, entenda-se.
O medo de ir embora não me atormenta.
Mas sinto que há muitas palavras por dizer,
Muitos sentimentos por demonstrar.
Tenho medo sim,
De todos, não terem sentido que os amava.
Assusta-me a minha inabilidade
De dizer o que sinto;
A minha habilidade em fechar-me,
Em esconder-me dos afectos.
Afasto-os o mais que posso.
Alma estranha esta!
Conscientemente sei que sou assim,
Inconscientemente não consigo mudar.
E se de um momento para o outro
Deixasse de existir,
As palavras por dizer não teriam sido ouvidas,
Mas certamente, poderão ser lidas.
A alma estranha,
Mostra-se transparente no papel.


© Alexandra Carvalho

5 comentários:

  1. Talvez as palavras nunca deixem de existir.

    Profundo isto que escreves.

    Beijinhos

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  2. profundo e que me causou um certo desassossego.

    :)

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  3. Se isso acontecesse, muitas coisas ficariam por dizer e por fazer.
    Pensando bem, isso acontece a todos os que nos deixam... A uns mais que outros, mas ninguém sai sem a conta-corrente negativa...
    Um magnífico poema, que nos põe a pensar...
    Alexandra, tem um bom resto de semana.
    Beijo.

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  4. E então? Voltas ou deixas-te de existir?
    Aguardo :)

    beijinhos

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