domingo, 17 de junho de 2018

O Universo e os seus sinais


Hoje andei a pensar sobre os sinais que o Universo nos manda.
Quando a vida parece que não quer fluir, e pensamos que está na altura de deixar para trás, pessoas, lugares, e até sentimentos. Nesse preciso momento em que pensamos nisso, o Universo arranja forma de nos mostrar que ainda não é a hora, ou já é, dependendo do que nos confrontarmos.
Andamos com alguém na nossa mente e no nosso coração, mas não flui, não avança. Pensamos, é hora, é hora de desistir, lá vem o Universo e coloca-nos aquela pessoa à frente, ou com um sorriso que nunca mais acaba ou acompanhada por outra pessoa.
São sinais. O universo está a dizer-nos que sim, é hora de seguir caminho, ou então, se for esse sorriso infindável, espera mais um pouco. Que tudo acontecerá no tempo certo.
Estamos insatisfeitos, porque a vida profissional parece estagnada, e já equacionamos ir embora, deixar o País, quem sabe. Vem o Universo, e coloca-nos alguém a fazer uma proposta aliciante de trabalho, mais uma vez, recebemos um sinal.
Penso que o que falta, é percebermos que estamos sempre, em todos os momentos a receber sinais para que a nossa vida corra na velocidade que tem de correr, vivendo o que temos de viver.
É preciso deixar de seguir o ego, e ouvir a intuição, aquele primeiro impulso que grita que é tão emocional, tão nosso e tão puro.

© Alexandra Carvalho

sábado, 9 de junho de 2018

De repente, foi como se me sentisse vazia.
Procurei cá dentro, pelas memórias vividas lá atrás. 
Não consegui encontrá-las. 
Vejo-as distantes, dispersas deste eu que agora existe. 
Este vazio preenche todo o meu ser actual, 
Percebo a emergência de viver novas emoções, 
Criar novas memórias. 
Este eu, que agora existe, permitiu desligar-se de vez, do passado.


© Alexandra Carvalho
18/05/2018
Com o aproximar dos 34 anos, senti uma necessidade crescente de voltar atrás. Repensar e reflectir as minhas vivências. As deliberadas e as impostas pela vida e pelo tempo.
Ambas de extrema importância para a minha evolução.
Tenho aprendido sempre, mas estes últimos anos foram fundamentais, trouxeram uma avalanche de experiências, emoções e pessoas que impulsionaram a minha vontade em crescer e em ser a melhor versão de mim.
Compreendi que a dor é inevitável. Ela irá surgir sempre, num campo da nossa vida ou noutro. É preciso aceitar a dor, chorar caso o coração peça e aprender com isso. Aprender a não voltar ao ponto inicial, ao ponto que nos trouxe aquela dor. Vivemo-la, aceitamo-la e seguimos a jornada. Mais completos, mais inteiros.

Compreendi também, que não estamos todos no mesmo caminho evolutivo e isso não quer dizer que uns sejam melhores que os outros. Somos todos seres humanos a fazer a sua caminhada.
Percebi que isto do amor é complicado (mas não é). A sociedade ensinou-nos a viver sob padrões, a esquecer dos outros, a esquecer até de nós.
É o amor que nos move. Aceitem, é o amor que nos move.
Se olharem para trás, para toda a vossa vida, nas decisões, nas perguntas inadiáveis, nas dúvidas, nas respostas e nas experiências encontrarão sempre o mesmo elemento. O Amor. Tudo na nossa vida está conectado e marcado pelo mesmo sentimento, no excesso de amor ou na falta dele.
Mas também se olharem para trás, vão encontrar a mesma lacuna, a falta de amor incondicional. E é a falta desse amor, que permite que habitemos num planeta (que teria e tem tudo para coabitarmos todos juntos e em harmonia) onde não impera a paz.
O meu compromisso é comigo principalmente, de em cada momento mais vulnerável, onde sinta que posso resvalar e baixar a minha energia original, relembrar que estamos todos aqui pelo amor, o incondicional.

© Alexandra Carvalho
09/05/2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

É o amor que nos move



Com o aproximar dos 34 anos, senti uma necessidade crescente de voltar atrás. Repensar e reflectir as minhas vivências. As deliberadas e as impostas pela vida e pelo tempo.
Ambas de extrema importância para a minha evolução.
Tenho aprendido sempre, mas estes últimos anos foram fundamentais, trouxeram uma avalanche de experiências, emoções e pessoas que impulsionaram a minha vontade em crescer e em ser a melhor versão de mim.
Compreendi que a dor é inevitável. Ela irá surgir sempre, num campo da nossa vida ou noutro. É preciso aceitar a dor, chorar caso o coração peça e aprender com isso. Aprender a não voltar ao ponto inicial, ao ponto que nos trouxe aquela dor. Vivemo-la, aceitamo-la e seguimos a jornada. Mais completos, mais inteiros.
Compreendi também, que não estamos todos no mesmo caminho evolutivo e isso não quer dizer que uns sejam melhores que os outros. Somos todos seres humanos a fazer a sua caminhada.
Percebi que isto do amor é complicado (mas não é). A sociedade ensinou-nos a viver sob padrões, a esquecer dos outros, a esquecer até de nós.
É o amor que nos move. Aceitem, é o amor que nos move.
Se olharem para trás, para toda a vossa vida, nas decisões, nas perguntas inadiáveis, nas dúvidas, nas respostas e nas experiências encontrarão sempre o mesmo elemento. O Amor. Tudo na nossa vida está conectado e marcado pelo mesmo sentimento, no excesso de amor ou na falta dele.
Mas também se olharem para trás, vão encontrar a mesma lacuna, a falta de amor incondicional. E é a falta desse amor, que permite que habitemos num planeta (que teria e tem tudo para coabitarmos todos juntos e em harmonia) onde não impera a paz.
O meu compromisso é comigo principalmente, de em cada momento mais vulnerável, onde sinta que posso resvalar e baixar a minha energia original, relembrar que estamos todos aqui pelo amor, o incondicional.

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Hoje pensei sobre despedidas. Que difícil é dizer adeus. Usamos de uma força qualquer sobrenatural, que até aquele momento não sabíamos ter. Encontramo-la quando o desgaste já não tem caminho para andar, ela vem, forte e mostra que há certos adeuses que não podem se transformar em até já, porque no futuro iriam novamente corromper os nossos dias e o nosso eu.
Todavia, que estranho é dizer adeus.

Alexandra Carvalho

quinta-feira, 26 de abril de 2018


Quando uma das Alexandras entra em conflito com todas as outras que compõem a total Alexandra, a alma pede que vá atrás do seu elemento. O mar. 
Entre o meu Concelho de residência e o vizinho, fui buscar energias boas que me pareciam estar a faltar.
O som das ondas, com o vento que ia batendo no meu rosto, ora suave ora agressivo foram fazendo o seu trabalho, e no fim, a missão estava cumprida. 
A alma sentia-se grata pela natureza que sempre lhe dá as respostas e a tranquilidade necessária.

Alexandra Carvalho


Ouve-se cá dentro a chuva que teima em não parar. 
O som estrépito que não deixa que os pensamentos se organizem.
Há uma voz que fala mais alto do que eu, que me pede calma.
Sossego o eu, a alma que confusa,
tem dúvidas da sua missão.
Sossego e silencio as palavras que por ora não interessam.
Amanhã tentarei ouvi-las novamente.
Amanhã saberei se permito que falem.



© Alexandra Carvalho

19/04/2018