quarta-feira, 9 de maio de 2018

É o amor que nos move



Com o aproximar dos 34 anos, senti uma necessidade crescente de voltar atrás. Repensar e reflectir as minhas vivências. As deliberadas e as impostas pela vida e pelo tempo.
Ambas de extrema importância para a minha evolução.
Tenho aprendido sempre, mas estes últimos anos foram fundamentais, trouxeram uma avalanche de experiências, emoções e pessoas que impulsionaram a minha vontade em crescer e em ser a melhor versão de mim.
Compreendi que a dor é inevitável. Ela irá surgir sempre, num campo da nossa vida ou noutro. É preciso aceitar a dor, chorar caso o coração peça e aprender com isso. Aprender a não voltar ao ponto inicial, ao ponto que nos trouxe aquela dor. Vivemo-la, aceitamo-la e seguimos a jornada. Mais completos, mais inteiros.
Compreendi também, que não estamos todos no mesmo caminho evolutivo e isso não quer dizer que uns sejam melhores que os outros. Somos todos seres humanos a fazer a sua caminhada.
Percebi que isto do amor é complicado (mas não é). A sociedade ensinou-nos a viver sob padrões, a esquecer dos outros, a esquecer até de nós.
É o amor que nos move. Aceitem, é o amor que nos move.
Se olharem para trás, para toda a vossa vida, nas decisões, nas perguntas inadiáveis, nas dúvidas, nas respostas e nas experiências encontrarão sempre o mesmo elemento. O Amor. Tudo na nossa vida está conectado e marcado pelo mesmo sentimento, no excesso de amor ou na falta dele.
Mas também se olharem para trás, vão encontrar a mesma lacuna, a falta de amor incondicional. E é a falta desse amor, que permite que habitemos num planeta (que teria e tem tudo para coabitarmos todos juntos e em harmonia) onde não impera a paz.
O meu compromisso é comigo principalmente, de em cada momento mais vulnerável, onde sinta que posso resvalar e baixar a minha energia original, relembrar que estamos todos aqui pelo amor, o incondicional.

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Hoje pensei sobre despedidas. Que difícil é dizer adeus. Usamos de uma força qualquer sobrenatural, que até aquele momento não sabíamos ter. Encontramo-la quando o desgaste já não tem caminho para andar, ela vem, forte e mostra que há certos adeuses que não podem se transformar em até já, porque no futuro iriam novamente corromper os nossos dias e o nosso eu.
Todavia, que estranho é dizer adeus.

Alexandra Carvalho

quinta-feira, 26 de abril de 2018


Quando uma das Alexandras entra em conflito com todas as outras que compõem a total Alexandra, a alma pede que vá atrás do seu elemento. O mar. 
Entre o meu Concelho de residência e o vizinho, fui buscar energias boas que me pareciam estar a faltar.
O som das ondas, com o vento que ia batendo no meu rosto, ora suave ora agressivo foram fazendo o seu trabalho, e no fim, a missão estava cumprida. 
A alma sentia-se grata pela natureza que sempre lhe dá as respostas e a tranquilidade necessária.

Alexandra Carvalho


Ouve-se cá dentro a chuva que teima em não parar. 
O som estrépito que não deixa que os pensamentos se organizem.
Há uma voz que fala mais alto do que eu, que me pede calma.
Sossego o eu, a alma que confusa,
tem dúvidas da sua missão.
Sossego e silencio as palavras que por ora não interessam.
Amanhã tentarei ouvi-las novamente.
Amanhã saberei se permito que falem.



© Alexandra Carvalho

19/04/2018
Que terá custado mais,
a constatação ou eu ter-me permitido baixar a minha vibração? 
Já não há nada afinal,
tão pouco, já sei, se algum dia terá existido.
Na dúvida, da (in)existência, perdoei o meu coração e segui.


© Alexandra Carvalho

16/04/2018

E na morte do dia,
Pensamentos vários se afiguram.
A essência das horas perde-se, confunde-se, no tempo. No dia.
Palavras que saem, umas genuínas e outras alimentadas pelo ego.
Emoções reais e outras fantasiadas pela ilusão.
Pessoas verdadeiras e outras que estão ali apenas para nos ensinar,
a escolha entre o bem e o mal.
O dia morre lentamente,
E é certo, a escolha da aprendizagem, é nossa,
apenas nossa.




©Alexandra Carvalho

12/04/2018

Quando houverem dúvidas, olha para ti,
Procura no teu olhar o teu eu, o verdadeiro.
Se não conseguires encontrar, não há mal.
Olha lá para trás, e percebe onde te deixaste ficar, e permanece aí o tempo que for preciso. 
Quando voltares a olhar para ti, já te terás encontrado.

Alexandra Carvalho
11/04/2018