domingo, 1 de julho de 2012

Tomás...

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Acho que te terei visto passar por aí, esbarramos sob vários olhares esguios.
Lembro do teu jeito baralhado, confuso, um tanto ou quanto envergonhado.
E agora, fixas-me. Ordenas aos teus olhos que não tenham medo, queres alcançar-me de uma forma ou de outra.
No mesmo momento em que me arrebato por ti, fujo tão apressadamente.
Não sei se fugirei de ti ou de mim. Provavelmente, fujo daquilo que tencionas dar-me, dos sentimentos que almejas provocar em mim.
Tomás, quem és tu afinal?
Não me atraias tão sofregamente, quando mal me conheces.
Não é o meu sorriso que me define, não venhas atrás dele. É o olhar, e só a ele precisas estar atento. Dedica as tuas horas a isso, e quando for o momento certo, fugirás de mim ou amar-me-ás eternamente.

© Alexandra Carvalho



3 comentários:

  1. É preciso alguma sabedoria para ler a alma através dos olhos

    Gostei muito deste texto

    bjinhos

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  2. Tocata, fuga e permanencia. A musica da vida. Gostei muito.

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