sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Um 2018 pleno de amor



Com o aproximar do final deste ano, dei comigo a pensar sobre todos estes dias que passaram, que ficaram para trás, deste ano 2017. As conquistas, as decepções, os obstáculos. As amizades que mantive, as que se tornaram mais fortes, as que inevitavelmente perderam-se. As constatações internas e externas, que foram contribuindo para me tornar melhor, como ser humano, como profissional. As grandes experiências/vivências que fui tendo, que me mostraram essencialmente, que o caminho certo é sem dúvida o do amor, independentemente das opiniões contrárias, dos gostos diferentes, dos sonhos/metas diferentes de cada um. Se em todas as experiências fáceis ou difíceis da nossa vida, conseguirmos seguir o amor, como estado principal de existência, a nossa vida, terá sempre uma luz bem mais brilhante.
Que 2018 seja pleno de amor para todos.



© Alexandra Carvalho

sábado, 2 de dezembro de 2017



Terá chegado a altura.
Quando nos permitimos reflectir sobre o que sentimos, as respostas começam a ganhar forma. Nem sempre serão as que estamos à espera, mas certamente serão essas respostas que nos vão facultar uma vida melhor, dias mais felizes, energias mais positivas.
Perdemos tempo por causa do medo. O medo de nos confrontarmos com um destino que não foi o que pensamos estar a traçar.
Sim, é verdade chegou a altura de nos libertarmos.
Enganas-te tu ao pensar que apenas eu preciso libertar-te.
Como eu preciso que me libertes.
Ao não assumirmos os nossos sentimentos, vamos aprisionando as pessoas. Não me aprisiones mais.
É facto, que importante foste para resgatar esta Alexandra, que há tanto andava perdida.
É hora. Chegou à hora.
Que as nossas lembranças sirvam sempre para nunca sermos piores do que já fomos.

© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A esta altura,
O meu coração está a pedir
Reações conhecidas.
As de culpa!
Percebo tardiamente,
Que tenho décadas de culpa acumulada.
E o meu corpo
É todo ele cheio de dor
E ressentimento.
Com os outros, e acima de tudo,
Comigo própria.
Atraio lágrimas
E poucos momentos de felicidade.
Porque essa ainda sou eu.
Uma alma que tenta se encontrar,
Dispersa entre o ego
E a grandeza espiritual.
Carente de amor,
Porque sou pequena demais
Para ver o verdadeiro amor.
O incondicional.
Que está em tudo, em todos,
E não apenas, o de um homem
Com uma mulher.
Subo um degrau, dois degraus
E penso estar a evoluir.
Logo depois, afigura-se
Uma escada e tropeço,
Não caio apenas um degrau, caio todos.
E a alma?
Está perdida novamente.


© Alexandra Carvalho

terça-feira, 10 de outubro de 2017


À força de querer encontrar palavras,
Cheguei ao veredicto.
Não existem mais, gastaram-se
E já não as consigo reinventar.
Porque os propósitos de vida
Não têm de ser longos, ou nem sempre o são.
À força de querer encontrar proximidade,
Descobri barreiras altas,
Intransponíveis, que outrora não eram.
Os sentimentos serão vazios,
Se não forem totais.
Que existam apenas esses.

 © Alexandra Carvalho