sexta-feira, 8 de maio de 2015

Até sempre


Já me tinha despedido de ti no passado,
porque nem todas as vidas que se encontram
caminham juntas para sempre.
Mas o teu sorriso permanecia por aí.
Ocasionalmente tinha o prazer de o ver.
Não o verei mais
e o nosso passado ficou ainda mais lá para trás.
Que no céu encontres a tua paz,
e o teu sorriso emane a mesma luz,
estejas onde estiveres.
Até sempre.



© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 4 de março de 2015

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O adeus que te disse
Parece-me agora tardio.
Andei a manter-te sem razão.
Quando o coração não sabe o que quer,
A cabeça acaba por deixar-se influenciar.
Forçamos sentimentos que estão destinados a não existir,
Mas ainda assim, conseguimos senti-los.
Ou pensamos que os sentimos.
Tal é o engano.
E quando o coração se equilibra,
É um alívio desmedido.
O adeus que te disse foi tardio,
Mas a sensação de paz, foi na altura certa.
Deixei de precisar de ti.


© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Talvez até te queira

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Apetecia-me dizer
Para não voltares.
Vai embora e fica lá.
E enquanto lá estiveres
Não te lembres de mim.
Mas se o dissesse, estaria a mentir.
Nem tanto para ti, mas para mim.
Acima de tudo para mim.
Deixa-me ficar com uma versão de ti.
Aquela que mesmo à distância,
Pensa em mim.
A que diz, entusiasmado,
Vemo-nos em breve.
Quero apenas essa parte de ti.
Não a que foge, a que me afasta,
A que me desorienta.
Não nos conhecemos ainda.
Tu és chato, eu sou chata.
Somos os dois, mas não sabemos disso.
Porventura, estaremos destinados
Um ao outro, mas também ainda não sabemos disso.
Por ora, apenas te posso dizer,
Quero aquela versão, e todas as outras.


© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Esta é se calhar a época do ano que menos me diz, não sei bem porquê. Porventura, quando me vir sozinha, sem os que amo à minha volta, esta época tenha um sentido diferente.
Ainda assim, desejo a todos aqueles que vão passando aqui no Devaneios Existenciais, um Santo e Feliz Natal.

Alexandra Carvalho

sábado, 29 de novembro de 2014

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Não sei lidar com a morte.
Aproximo-me a cada dia dela,
Ainda assim, não sei lidar com ela.
Não me incomoda a minha.
Mas a dos outros.
De todos. Dos que amo desmedidamente.
Não sei quando vou embora.
Podia ir hoje.
Seria a dor menor, porventura.
Do que a perda.
Não sei lidar com a morte,
Apenas com a minha.


© Alexandra Carvalho

terça-feira, 7 de outubro de 2014

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography?fref=ts
E de repente, é uma solidão desmedida.
As paredes do quarto isolam-me ainda mais.
É possível que sinta mais a tua falta agora,
Do que em todas as outras vezes.
O até já, afigura-se longo,
E até o teu silêncio faz-me falta.
As gargalhadas nocturnas,
As conversas em forma de interrupção.
As indirectas que atingiam que nem flechas
Num coração perdido,
Numa alma desencontrada.
É provável que me estivesse a habituar
À tua presença constante
E a incerteza da tua ausência
Passageira ou derradeira, desconcerta-me.
Falo pouco e sinto tanto.
Neste momento, apenas consigo dizer,
Fazes-me falta.


© Alexandra Carvalho

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os espaços encurtam,
E do nada surge a sensação de claustrofobia.
As paredes parecem querer esmagar-me,
Ou pelo menos, tentam escorraçar-me dali.
O aconchego deixa de existir,
E aquele lugar de suposta paz
Não tem nem réstia dela, dissipou-se.
O fim do verão levou bem mais do que o sol.
Levou-me a calma.
Aquela serenidade que me é imprescindível.
Não sei viver no conflito.
Torturam-me as vozes gritantes,
Não quero mais nada, além de silêncio.


© Alexandra Carvalho