sexta-feira, 22 de junho de 2012

Unicidade


Enquanto a tua pele
Toca na minha,
Fico deliciada a olhar para ti,
Perco-me no tempo,
Que ali, deixou de existir…
Dois corpos deitados,
Duas almas que se perdem
E se encontram, a cada olhar
Que é trocado…
As palavras calam-se,
As diferenças desvalorizam-se,
No eterno momento,
Em que somos um do outro…
Tudo é efémero,
Mas não aquele momento…
O silêncio arrebata-nos,
E nem é preciso que me fales.
A minha boca não se abre,
A tua também não…
És parte de mim,
Eu sou parte de ti…

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Alma


No silêncio oculto
Da minha mente,
Ecoam vozes tumultuadas.
De vez em quando calam-se,
E consigo viver apenas com sorrisos…
Mas, essa não sou eu…
Continuo a ser aquela alma
Que se perde, que se encontra;
Que sorri, que chora…
Instável ou não;
Diferente ou não,
Não deixo de amar…

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reconhecimento

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Os sonhos já são muitos,
Já não me deixam descansar…
Sorrio sozinha,
O coração finalmente encontrou
O que precisava…
A outra parte perdida no tempo.
Afinal, não demoraste…
Chegaste discretamente,
E mostraste quem eras,
Eu consegui reconhecer-te…
Um simples beijo
E todas as emoções reavivaram-se…
Um simples toque
E facilmente percebemos,
Que éramos um do outro…
Talvez, tenhamos sido sempre…
Não quero mais nada,
O espaço vazio do meu coração está preenchido.
Fizeste-me voltar a sorrir…

© Alexandra Carvalho

sábado, 19 de maio de 2012

Eternidade

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O coração já me dizia
Que a mudança estava à espreita,
Bem próxima de chegar…
Não pensei que fosse assim,
Tão abrupta e agressiva.
Não sabia o que iria provocar.
Não tenho medo do que vivo
No agora, tenho apenas das incertezas,
Das dúvidas do futuro que desconheço.
Penetras todos os dias,
Um pouco mais na minha alma,
Na minha essência fugidia, até então.
E isso, também receio.
Não ambiciono perdas
Ou desilusões,
Nem consigo imaginar-te
A provocar tais emoções
E sentimentos.
Talvez consigas a tal proeza,
A que ninguém conseguiu até hoje,
A eternidade…

© Alexandra Carvalho

terça-feira, 1 de maio de 2012

Livre

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As tuas palavras
Já não me assustam,
Não me afastam de ti…
Deixo-me ficar contigo.
Permito-me viver o sonho;
Permito-te a ti, também o viveres.
Não vejo mais nada,
Apenas os teus olhos.
Não sinto mais nada,
Apenas o teu toque.
E por ora, é o que me basta.

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Medo

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O norte mudou de sítio;
Os meus cinco sentidos
Estão aos saltos…
Não sei mais o que pensar.
Se deixo que me invadas a mente,
Fico tal jovem encantada,
Com medo de te amar…
Assola-me o medo,
Aquele medo estúpido
Que nos faz querer recuar…
E assim se perde,
Sempre se perde…
Fecho os meus olhos
E deixo de ouvir a razão,
Saboreio apenas as palavras,
Aquelas que me assustam
E provocam…
Não sei o que pensar;
Não sei o que sentir.
Mas deixo a vida levar-me
Para onde ela quiser.

© Alexandra Carvalho

terça-feira, 17 de abril de 2012

Livre Arbítrio


https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography
A vida não me impôs mudar,
Arbitrariamente desejei que assim fosse.
Não me amarro a regras,
Nem a palavras insipientes.
Torno-me naquela que preciso ser,
Mantenho a alma,
Altero os comportamentos.
Não me corrompo pelo mundo,
Nasci imune.
Ainda assim, deixo-me corromper
Pelos devaneios sem lógica
Desta minha alma insatisfeita.
Vejo o que quero ver,
E apenas quando assim o decido.
O exterior não me alcança,
Nem eu deixo-me alcançar por ele.
E em todos os momentos,
Não deixo de ser eu…

© Alexandra Carvalho