Por mais que digamos o contrário, a verdade é que passamos a vida a criar expectativas, em relação às pessoas, aos sentimentos, às situações, a tudo.
Hoje, sinto-me particularmente, nostálgica, um tanto ou quanto introvertida. Apetece-me reflectir sobre tudo, ou não fosse eu uma pessoa que pensa demais.
Pela nossa vida passam pessoas, pessoas especiais, pessoas sem importância, seres humanos que naquele momento tinham de existir na nossa vida mas que depois, precisam ir embora. Penso neles, nos seus papéis, penso nas pessoas que entraram à pouco na rotina dos meus dias e nos papéis que estão a ter, e nem sempre percebo o porquê da sua passagem.
Apercebi-me que criei altas expectativas em relação a várias pessoas que fizeram parte do meu mundo por um momento. De que me serviu? As expectativas não são reais, aquela pessoa jamais se tornará naquela que eu desejo.
Questiono-me sobre a sinceridade, a capacidade doentia de alguns seres humanos, em dizer aquilo que não sentem, a capacidade egoísta de transformar a vida dos outros num espectáculo de malabarismo.
Ainda assim, continuo a acreditar no ser humano, continuo a acreditar que por aí fora, em cada cantinho do mundo, existem pessoas como eu, e que nalgum momento, encontrar-me-ei com uma delas.
© Alexandra Carvalho