segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pausa

Por vários motivos, farei uma pausa, aqui no mundo dos blogues. Tenho andado a ler muitos, e a carga negativa e depressiva é tão alta em alguns, que estão-me a sugar as energias. (Apesar de serem textos maravilhosos)
Farei uma pausa, breve ou longa, não sei. Continuarei a escrever, porque isso é algo que não controlo, não garanto é que os venha a publicar, talvez mais tarde.
Desculpem-me por isso, mas de vez em quando precisamos nos recolher e isolar, para percebermos que caminhos andamos a tomar.
Aproveito para desejar um Feliz Natal às pessoas que por aqui passam.
Que 2012 seja um ano de transição, de mudança, de riqueza interior (algo que precisamos imenso).
Com carinho,
Alexandra

© Alexandra Carvalho

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pensamentos soltos…

Por mais que digamos o contrário, a verdade é que passamos a vida a criar expectativas, em relação às pessoas, aos sentimentos, às situações, a tudo.
Hoje, sinto-me particularmente, nostálgica, um tanto ou quanto introvertida. Apetece-me reflectir sobre tudo, ou não fosse eu uma pessoa que pensa demais.
Pela nossa vida passam pessoas, pessoas especiais, pessoas sem importância, seres humanos que naquele momento tinham de existir na nossa vida mas que depois, precisam ir embora. Penso neles, nos seus papéis, penso nas pessoas que entraram à pouco na rotina dos meus dias e nos papéis que estão a ter, e nem sempre percebo o porquê da sua passagem.
Apercebi-me que criei altas expectativas em relação a várias pessoas que fizeram parte do meu mundo por um momento. De que me serviu? As expectativas não são reais, aquela pessoa jamais se tornará naquela que eu desejo.
Questiono-me sobre a sinceridade, a capacidade doentia de alguns seres humanos, em dizer aquilo que não sentem, a capacidade egoísta de transformar a vida dos outros num espectáculo de malabarismo.
Ainda assim, continuo a acreditar no ser humano, continuo a acreditar que por aí fora, em cada cantinho do mundo, existem pessoas como eu, e que nalgum momento, encontrar-me-ei com uma delas.

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Quero apagar-me de mim

E do mundo,

Mas as linhas da minha vida

São tão negras que não se deixam apagar.

Passo a borracha, como uma louca,

E não consigo apagar nada.

Tento desprender-me deste eu

Que me consome, que me corrói,

Por inteiro, por dentro…

Não sou mais do que uma peça

De um puzzle que não sei completar.

Se um dia encontro-me serena,

No outro, volta o ser revoltado

Que existe em mim.

Não tenho forças;

Sinto-me cansada;

O coração dói, as lágrimas caem…

Sinto-me perdida, confusa,

Vazia…

E é sempre o vazio,

O nada que me invade;

O nada que me mata a cada dia.

 

Poema de outros tempos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Assim, apenas assim

Voltaste a te perder

Nos confins dos teus sonhos.

A terra chama por ti

E não consegues ouvir o seu chamado.

Procuras nas profundezas da tua alma

A razão de seres assim,

Mas não a encontras.

Não vale a pena

Explicar o inexplicável…

És assim, apenas assim…

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Apenas à tua espera

O meu coração disparou,

Feito bala perdida;

Invadiste-me a alma,

E com o teu sorriso delicado

Fizeste-me encantar…

Não espero por mais nada,

Apenas por ti…

Mudança

O tempo passou,

A tua pele macia tornou-se áspera

Ao meu toque, as minhas mãos já não te querem tocar.

Não voltemos atrás, não precisas,

Eu não preciso…

Caminhamos juntos num tempo,

Num momento em que fomos apenas um,

Não somos mais.

Não me perdes, já não me tinhas…

O tempo passou,

Sabíamos que ia passar…

Não fales, as tuas palavras, só tu as ouves…

Silencia a tua voz e procura-te, onde te deixaste ficar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Procura

Procuras nas tuas memórias

Razões infundadas para explicar a tua existência…

Redefines os teus conceitos

Na esperança de te encontrares

Perdida no meio deles…

E não encontras nada,

Continuas inexistente na tua existência confusa…

São horas contínuas de procura e desencontro,

Pára, deixa de procurar, e escuta o silêncio.

Não será a tua mente a dar-te as respostas

Mas o teu coração.