sábado, 16 de julho de 2011

As lágrimas caem

E mal consigo controlá-las,

Como se eu própria

Não tivesse força para me impor

À dor…

Não consigo achar justo,

É mais uma crise,

São várias ao longo dos anos.

Tudo passa, mas volta sempre.

A minha cabeça lamenta,

Queixa-se, o meu corpo

Está no limite…

Eu vou aguentar,

Porque a minha meta

Ainda é-me desconhecida…

As palavras saem

Em forma de rabiscos no papel,

É o máximo que consigo fazer,

A dor, afinal, impõe-se

Mais do que eu desejo.

Não faz mal, vou continuar,

E amanhã será melhor.

As palavras não são ilegíveis

Quando o coração

Recorda do que sentiu.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Prisão

 

Perdi-te a ti,

o outro, todos…

Encontrei espaço

na minha memória

e deixei-vos cativos,

não deixei que se libertassem,

e nessa prisão,

não percebi que apenas eu,

estava aprisionada,

ao passado, às mágoas,

a todas as perdas que vivi.

Já está na hora,

já passou da hora

de quebrar a jaula

onde me deixei adormecer.

domingo, 29 de maio de 2011

TUDO PASSADO

De tanto amar
Cansei o meu coração.
De tantos amores
Guardados na memória
Desgastei a minha mente
E transformei-me num vegetal.
Tenho saudades de mim,
Tenho saudades do amor,
E ainda assim, não sei se quero voltar
A amar…
São tantas as mágoas,
São vários os amores,
E nada nem ninguém
Completa a parte vazia do meu coração.
É tudo passado,
O presente é nada
E o futuro, não conheço!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pescar no coração

Deambulas na vida
E os dias comem-te por dentro
E por fora.
Não tens a certeza de quem és
E do que fazes,
Deambulas na vida
E recordas-te de tempos de outrora.
Cansaste-te de pescar,
São demasiadas horas mortas,
Não pescaste nada, não aprendeste nada.
Deixa de esperar
E procura a razão de todas
As memórias tortas.
Procura no teu coração
E quem sabe, afinal,
Já tenhas aprendido a pescar.

sábado, 21 de maio de 2011

Gritar

Começa a gritar,
É o teu coração que te pede!
Liberta-te da ansiedade,
Liberta-te do medo
E das dúvidas!
Que dor!
Que aperto mais assustador
Consome o meu peito.
Incerteza e medo!
Uma escuridão que se apodera,
E que eu apago, com toda a minha luz!
Grita e liberta-te!
Afasta a escuridão
E aceita a luz…

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Reflexão

Lá de vez em quando, mesmo sem estarmos à espera a vida faz-nos pensar em coisas que estavam adormecidas, tu voltaste a fazer isso, quase sem te dares de conta, ou se calhar era mesmo isso que querias, acordar uma parte de mim que desejo manter adormecida.
Tenho tantas outras coisas em que pensar, não sinto vontade de sentir o que tu queres que eu sinta. Deixa-me continuar a minha caminhada, ainda me sinto longe de mim, e enquanto essa distância existir, não devo mergulhar em emoções e ilusões, sentimentos que podem voltar a ferir a minha alma.
É aquele lema, se não estás bem como podes fazer com que os outros estejam bem. Eu sinto-me assim, ainda não estou bem comigo própria, ainda existem tantas arestas por limar, ainda estou a procurar-me, tu sabes, deixei-me perder em algum lugar e transformei-me numa substituta de mim própria.
Preciso encontrar-me primeiro.

© Alexandra Carvalho

terça-feira, 5 de abril de 2011

Missão... equilíbrio

Se me tento definir
saem da minha boca
palavras ocas
Se me tento encontrar
surge um espírito inconformado,
um ser desgovernado
que por dentro,
apenas procura o equilíbrio!
E de que me serve definir?
E de que me serve encontrar?
Se a minha missão não conheço!