quarta-feira, 2 de março de 2011

Não basta

Não basta haver sonhos

Ou objectivos imaturos

Não basta pensar em lutar

Ou desejar mudar

Se faltar o resto…

Se faltar a vontade de ser diferente,

De dar aquele passo em frente.

Não basta dizer que sim

Se o coração ainda diz não.

Não basta dizer que quero

Quando o medo ainda não me deixa avançar.

Não basta…

Ainda sou eu a sentir;

Ainda sou eu a falar;

Ainda sou eu a procurar-me…

domingo, 27 de fevereiro de 2011

É Urgente…

É urgente mudar,
Soltar as amarras,
Deixar que o mar me conduza.
O sol tem brilhado pouco,
E os meus sonhos deixaram-se apagar.
É urgente voltar a sonhar,
Criar mundos reais
E vivê-los plenamente.
É urgente viver…

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Chamamento para o desconhecido

Como se de um chamamento se tratasse,
ouvi a voz do meu coração
falar para ir embora,
deixar o medo e ir.
A pequena réstia de esperança morreu,
e o meu coração insatisfeito
pede-me para mudar.
Encontrar novas palavras,
substituir as antigas.
Afastar cada pedra perdida,
abrir o caminho,
tirar a venda dos olhos.
Desconhecido ou não,
é para lá que quero ir.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Destino ou não?


Hoje dei comigo a pensar nesta coisa que é o destino, aquilo que supostamente nos leva a atingir metas, ou não, ou a ir simplesmente por outros caminhos.
Não raras vezes nos perguntamos porque é que certos objectivos, que ambicionamos, que planificamos pormenorizadamente falham, e falham porque a vida não quer que os atinjamos. E a dúvida surge!
Será que estamos a ir por um caminho que não é aquele que devemos percorrer, o caminho certo, aquele que nos vai ensinar algo, aquele que nos trará aquela felicidade difícil de definir, a satisfação pessoal, a extrema satisfação pessoal que tanto nos faz falta, que tanto me faz falta.
Dei comigo a pensar nisso, e aumentaram as dúvidas já existentes. Serviço Social? Será esse o caminho? E tudo isto me fez lembrar de uma frase do filme “Nosso Lar”, baseado num livro de Chico Xavier, “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece.” Não estarei pronta ainda? Ou fiz a escolha errada e ainda vou a tempo de mudar, de seguir uma escolha diferente?
De uma forma ou de outra, não podemos ficar à espera, deixar o tempo passar como se isso nos fosse trazer alguma coisa, nos trouxesse as respostas e tão pouco o caminho certo.
É preciso arriscar, se não é por aí, é por outro lado.

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Círculos de cor

São como círculos
De várias cores,
Em cada dia conhecemos
Mais, queremos mais…
Sofremos, choramos, rimos,
Voltamos a sofrer, voltamos a chorar,
Voltamos a rir…
Se num dia os nossos olhos
Vêem cinzento, no outro,
Somos invadidos pela luz
Do sol, pelo verde da natureza,
Pelo azul do mar…
Vivemos em círculos,
E em cada volta renascemos
Para a vida.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Terra - Ponta Delgada


Tenho passado demasiado tempo nesta terra que até agora não compreendo. Crescemos nos lugares e habituamo-nos a eles, muitas vezes sem os conhecer verdadeiramente.
Com carro ou menos carro, com sol ou sem sol, com gente ou sem gente, é isto que eu vejo quando vou à varanda da minha casa. O frio parece cortar a pele macia do meu rosto, os pés enregelam como se fossem partir, ou como se já nem os sentisse de facto.
Cresci aqui, a verdade é simples, cresci num meio tão recôndito de tudo, tão inexistente na maioria do tempo, e digo isto, porque lá aparece um dia, uma semana em que esta terra se torna visível para os outros, em que os madeirenses se apercebem que ela continua no mesmo sítio e que tudo, continua igual.
Mentes fechadas, ingénuas, vidas frustradas e sem sentido, casais de fachada, traições ocultas, filhos delinquentes, tudo isso surge aqui, talvez para trazer algum dinamismo ao lugar, para que possa haver motivo de conversa, enfatizando a banalidade conhecida nos povos do norte.
E lá bem de vez em quando aparece alguém que diz algo que nos cativa, alguém que foge a esta realidade nortenha, cujos sonhos vão muito além das conversas banais habituais.
Somos todos seres humanos e jamais poderíamos ser iguais, são as diferenças que nos mostram quem somos, quem queremos ser e quem podemos vir a ser.

© Alexandra Carvalho

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Introspecção

Não passam de instantes,
pequenos momentos em que 
 percebemos que estamos vivos.
Agora sentimo-nos assim
e logo depois é como
se deixássemos de ser
quem somos...
Pequenos instantes que nos
mostram que tudo é efémero,
estamos na vida para
depois deixarmos de estar.
E só assim faz sentido,
a eternidade só alcançamos
na hora certa...
O destino tem de cumprir-se...