sábado, 24 de julho de 2010

Para ti

Apetece-me te dizer mais coisas do que aquelas que tenho dito,
no fundo tu sabes disso, fujo de mim e de ti, como se aí estivesse a salvação.
As tuas palavras levam-me para mundos e emoções que eu já nem conhecia,
tenho vivido longe deles por vontade, por medo, por insegurança.
E conheço-me tão bem para saber que vou continuar a fugir de ti,
se mereces ou não, não sei...
Gosto do que me dizes, gosto dessa tua frontalidade que me empurra para mim mesma,
que me mostra o meu verdadeiro eu.
Mas como te vou aceitar se não tens nada a ver com aquele homem que sempre desejei?!
Preconceito, descriminação, estigma talvez, não te consigo aceitar por mais que lutes por isso...
A tua meta é conquistar-me e a minha é deixar-te para trás,
impossibilitar-me a mim e a ti de termos um futuro diferente, uma união real.
A tua voz ora irrita-me profundamente, apetece-me gritar contigo,
ora faz-me falta e quero ouvi-la de novo...
É uma ambiguidade que não quero perceber, não quero sentir, não quero viver.
Consigo ver-te como um futuro amigo mas não me peças mais,
a minha mente fechada não consegue ver-te da forma que queres,
e assim vai ser, assim tudo vai acabar...

sábado, 3 de julho de 2010

As emoções nem sempre aparecem,
São como as palavras ditas nos momentos certos.
Hoje pensei em tanta coisa,
Em emoções vividas no passado,
Hoje queria voltar a vivê-las.
Não sinto a tua falta,
Não de ti, da tua personalidade incompleta,
Sinto falta do resto, dos meus sentimentos,
Da minha euforia constante, do sorriso aberto.
Indiscutivelmente, tu davas tudo isso.
Estou condicionada a ti
Até aparecer alguém, outro alguém,
Mais completo, mais real, mais apaixonado.
Nada disto faz sentido
Porque já não te quero,
E ainda assim,
Sou capaz de te trazer para o papel
E para o meu mundo privado.
Que vontade absurda de escrever
E não escrever nada do que eu quero;
Que medo mais absurdo me invade
E não me deixa ser eu?!
São as saudades de me entregar;
São as saudades de mostrar quem sou,
E ainda assim,
Contenho-me e continuo no silêncio!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Estranha forma de viver

É uma forma estranha de vida,
Horas de silêncio, vozes que falam e não são ouvidas,
Perguntas que não obtêm respostas…
Tudo gira em torno do silêncio e do nada.
Algures nos intervalos do silêncio, eu falo,
Eu vivo, sorrio, protesto, tenho esperança…
Em algum momento, tudo irá mudar,
Estarei mais presente, mais viva dentro da própria vida que vivo…

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais um selinho

1. Publicar a imagem do selo e dizer quem o passou?

Agradeço à Pois, eu, pois foi ela quem me ofereceu este selinho :).

2. Responder à pergunta: O que te aquece o coração?

A sinceridade, o amor, a amizade, bom humor e principalmente a justiça.

3. Passar o selo a 10 blogues e a todos os seguidores que o quiserem fazer:

Eu passo a todos os meus seguidores e não só, àqueles que casualmente possam vir a espreitar o meu blog :)



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Desafio

Obrigada à Joana (laydxinha.blogspot.com) que me mandou este desafio.
Tenho então que revelar 6 coisas que vocês não sabem sobre mim:

1 - Sou demasiado teimosa;
2 - Não gosto muito quando me apontam defeitos que não tenho;
3 - Adoro silêncio, estar deitada na minha cama sem pensar em nada, a ouvir o silêncio;
4 - Sonho em editar as minhas obras de arte (os meus poemas);
5 - Sou muito metódica, tudo tem de estar no seu lugar;
6 - Detesto ordens, não suporto que me mandem fazer coisas à pressa.

Quanto ao passar este desafio, como não tenho muitos seguidores, reencaminho a todos os que passarem por cá...

sábado, 29 de maio de 2010

O Adeus

Cada vez bate mais depressa,
Pensar em ti, em mim, em nós,
Faz disparar o meu coração.
Apesar de tudo,
Continuas a ser o meu último amor,
O último homem a quem me entreguei;
A quem dediquei horas, minutos dos meus dias.
Não quero, não me faz bem,
Ter-te presente, esta raiva que me consome!
Longas semanas passaram
Em que tu parecias não existir,
Como se o mundo tivesse riscado o teu nome
E a tua existência.
O meu mundo decidiu,
De livre vontade me proteger de ti
E de todos os sentimentos que despertaste,
Naquele passado que ainda me acompanha.
Estou cansada, cheguei ao meu limite.
Tu assumiste o erro,
Admitiste a tua culpa pela minha dor,
E aquela raiva terá de se apagar,
Ficar para trás como o passado.
Serei louca em deixar que o amor
Tenha acabado e permita
Que a raiva permaneça!
Resignei-me perante a realidade,
A perda, as tuas desculpas…
Acima de tudo quero viver
Em paz, em harmonia com o meu coração
E com a minha mente.
Digo-te agora o adeus,
Que há muito tempo atrás deveria ter-te dito.
Fingi demasiadas vezes esta despedida,
Mas nenhuma delas foi real.
Este é o momento em que me separo
De nós para sempre;
Esta é a hora em que o adeus é real.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Encontro de olhares que já não se complementam

Finalmente o meu olhar encontrou o teu,
que medo eu tinha deste encontro.
Não nos olhamos directamente, mas aquele olhar esguio bastou...
Senti-me estranha, apeteceu-me fugir dali,
a tua presença estava a surtir um efeito qualquer,
não sabia se continuava como estava até ali,
a sorrir com os meus amigos, a aproveitar o momento.
Olhei em volta e percebi que já nada era igual.
Já não te amo, e isso tenho a certeza,
mas voltar a olhar para a tua cara é algo que não desejo, 
não sinto falta, não quero.
Olhar para ti significa relembrar;
Relembrar o passado que tive contigo,
e este passado é tão triste, tão doloroso, tão efémero...
Como foste ingrato comigo!
A ti, nem um sorriso darei,
até ao fim dos meus dias.
E isso, tu sabes tão bem quanto eu.
Desencontramo-nos no amor
e desencontramo-nos para o resto das nossas vidas.


Alexandra Carvalho
27-05-2010
Ponta Delgada