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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os outros

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Não existem apenas dias bons,
E se não existem para nós
Não é diferente para os outros.
Que egoístas somos nós,
Que facilmente esquecemos disso.
E pressionamos, e cobramos,
Quando aquela pessoa não está capaz
De dar nada.
Não consegue sequer dar para si própria,
Quanto mais para os outros.
E é naquele preciso momento,
Que são eles a precisar de nós,
Que o egoísmo ressalta
E apenas conseguimos pedir.
Esquecemos de dar.
O ser humano de tão completo que é,
Acaba por deter de todas as falhas,
E isso, é o que nos faz sofrer.

© Alexandra Carvalho


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Para além da crise

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Varrem-se as ideias
E as perspectivas…
Que futuro nos reserva a vida?
Não visualizo coisas boas,
Peco por toldar os meus olhos
À beleza que me circunda.
A felicidade não se faz
Com dinheiro, com poder…
A crise certamente não condicionará
A felicidade, vem de dentro de nós…
Será mesmo?!
Talvez, consiga ver toda a beleza,
Sublime e extensa…
Mas a crise, faz-me esquecer
Que o coração irradia luz
E apenas a mente encontra-se perdida.

© Alexandra Carvalho

sábado, 12 de janeiro de 2013

Conformismo

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Não falta nada,
Ou falta tudo.
Não olho em volta,
Deixei de querer olhar.
Os meus olhos já conhecem
De cor esta realidade.
Não faltando nada,
Acaba por faltar tudo.
Sou um mero peão na estrada,
Numa via de socalcos,
De buracos enormes,
De desvios surreais.
Já não passeio,
Limito-me a andar.
Mas tudo isto será viver?
Se apenas me conformo,
Não sou feliz,
Apenas tolero a infelicidade.

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Passado


https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography
Desengana-te,
Se pensas que o passado
Falar-te-á, se tu
Não pedires que ele fale.
Guardas tudo no coração,
E esqueces que deves
Perceber o que viveste,
As decisões que tomaste.
Aprende com o passado,
Mas não te prendas a ele,
Se ficares atado,
O presente será insonso
E o futuro inalcançável.


© Alexandra Carvalho


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mar

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Segue veloz como o vento,
Imprevisível como a vida.
Uma imensidão de sonhos guardados,
Lágrimas incontidas,
Desejos inalcançáveis.
Tudo desagua ali;
Tudo começa e acaba ali,
No mar.


© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sentir

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Não se cala a voz,
É projectada nos meus ouvidos
E na minha mente, cada vez mais.
Não existem verdades, mentiras,
Que me satisfaçam,
E que me satisfaz afinal?
Provocar-me, talvez…
Perder-me, encontrar-me…
Talvez, apenas sentir,
Só quero sentir, e pouca coisa
Me dá isso…
Certamente, ninguém me dá isso.
Ninguém que eu queira,
Ou não deixo,
Ou terei deixado erradamente.
Aparece, encontra-me
E faz-me sentir…

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Amor nas entrelinhas


Poderia desejar muito mais,
Mas bastou-me o sorriso.
Não sou capaz,
Quero-te em silêncio,
E não sou capaz porquê?
Que barreiras criei eu à tua volta?
Racionalizo a tua presença,
Mas esmoreço com o teu olhar moreno;
Com a suavidade das tuas palavras.
Talvez jamais te sinta meu,
Mas manterei o teu sorriso,
E isso bastará por toda a vida!

© Alexandra Carvalho

Clinomania


Dói-me a cabeça…
A clinomania dominou-me.
Ah! Esta vida que nos
Empurra para caminhos
Indesejáveis…
Gosto mais do tempo
Que passo a satisfazer
A minha mania, do que
Olhando em volta.
A sociedade ignóbil,
Que nada me atrai.
Dói-me a cabeça,
Mas não de pensar;
Dói-me a cabeça
De tanto querer esquecer
A vida que não me satisfaz.

© Alexandra Carvalho

domingo, 11 de novembro de 2012

Não existem proezas

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A tal proeza não se cumpriu,
E o meu coração,
Permanece inabitado…
Vou permitindo breves estadias,
Duram pouco, nunca me satisfazem.
Ou satisfazem menos
Do que pretendo, do que desejo.
É errado dizer que não gostei
De quem por cá passou,
Mas também o é, dizer
Que amei livremente…
Esse sentimento não existe
Quando as estadias são breves,
Quando o coração
Sentiu-se menos incompleto,
Mas só por uns instantes.
Não passará tudo de encantamento,
Puro encantamento,
Que arrebate, rejuvenesce,
E depois morre.
Nada mais ali encanta,
Nem a voz, nem o sorriso,
Nem o corpo, principalmente,
O corpo, e a alma,
Afigura-se desconhecida.
Tudo nos repele,
O que era encantamento,
Torna-se estranheza, fardo…
Insatisfação…
O coração permanece inabitado,
Mas a minha alma sorri,
E por ora,
É tudo o que preciso.

© Alexandra Carvalho

sábado, 10 de novembro de 2012

Quando a chuva chega


E lá de tempos a tempos,
Volta a chuva,
E com ela,
Aqueles pensamentos,
Deveras, sérios…
As eternas reflexões do eu,
Da nossa alma, ainda indecifrável…

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Estado de Espírito


Onde andam as palavras?
Aquelas que preciso dizer?
Que preciso ouvir?
Ouço uma voz que não quer
Calar, e eu proíbo-a,
Direcciono em outro sentido.
Um tumulto de emoções,
De palavras surdas,
Tudo me atormenta agora.
O meu inconstante estado de espírito,
A minha alma que parece
Ter desencarnado de mim…
E se ela não está,
Onde andarei eu?

© Alexandra Carvalho

sábado, 20 de outubro de 2012

Medos

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As montanhas já não
Parecem tão altas,
As nuvens entrelaçam-se
Com os meus sonhos,
Com o céu, que acredito
Existir…
Não sei quando para aí vou,
Sei que não tenho medo.
Tenho mais medo,
De não atingir as metas
Que preciso,
De não aprender
O que a vida tem para me ensinar.
Tenho mais medo,
De não conseguir corrigir
Os meus mortais erros.
Mas este, foi o corpo
Que escolhi, a história
Que aceitei viver…
E se me perco,
Em algum momento
Irei encontrar-me…
Afinal, as montanhas
Estão ao meu alcance,
E as nuvens abraçam os meus sonhos.

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Deixa-me


E continuas a fazer-me
Gastar palavras,
Palavras e tempo.
Duas coisas que
Não tenho interesse algum
Em gastar contigo…
E gasto-as, e ainda assim,
Não as consegues perceber.
Ingenuidade?
Falta de amor-próprio?
Tudo te parece faltar,
Acorda, não te quero dar
Mais nada…
Liberta-te de quem
Nunca te pertenceu.
A carne não é tua,
Se o espírito nunca foi.
Acorda!
Vive e deixa-me viver.
Corta os laços,
Esquece o meu nome,
Guarda as memórias.
Encontra-te,
Porque eu, já me encontrei…

© Alexandra Carvalho

domingo, 14 de outubro de 2012

Sincronia

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Para já não queria muita
Coisa, talvez, o toque
De uma pele desconhecida;
Talvez um sorriso enamorado
De um qualquer estranho;
Talvez, quisesse amar…
Encontrar um sentido
Mais concreto e real,
Para a minha existência.
Haverá algum homem
Que me saiba amar,
Daquela forma utópica que ambiciono?
E será isso amor?!
Será apenas utopia?!
Corpo e alma em sincronia?
Em total sincronia,
Sem medos, sem tabus?
Cansei de ter ou um ou o outro,
Não me satisfazem,
Cansei de tolerar a insatisfação.
Agora quero os dois,
E não menos do que isso…

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entre os trilhos


Talvez até quisesse mais;
Talvez tudo conspirasse a favor…
Mas o silêncio arrebata-me,
Amordaça-me à vã realidade,
Ao caminho já delineado.
Que é a vida,
Senão a tentativa errática,
Ou não, de escrutinar realidades concretas,
De desbravar novos trilhos?
São tantos os caminhos,
Aqui e acolá,
Vão se cruzando,
E tudo deixa de ser
Errado ou vão.
O corpo percorre a vida,
A alma mantém-se intacta.


© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Passado… futuro… amarras

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography
O sopro é breve,
Suave como o vento em dias de verão.
O mar não me deixa ir embora,
E as recordações acorrentam-me
À terra, ao chão.
Talvez outras terras me chamem;
Talvez me mereçam mais do que esta.
Mas e a vontade?
O desejo? Existirão?
Nada me prende,
Ou talvez, tudo me prenda.
Não é o passado,
É o futuro,
É aqui que quero estar.

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Em torno de mim

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São as ondas saltitantes
Que me invadem os olhos,
Que me deliciam eternamente.
Algumas vozes estridentes
Que palreiam à minha volta,
Que nada servem,
São exclusivamente barulho.
Uma fonte de poluição
Sonora e mental, incomensurável…
Falta de espaço;
Uma tremenda falta de espaço…
Mas se dali fujo,
Deixo de ter identidade…

© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sensação de liberdade


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O vento toca suavemente
No meu rosto, agora,
Relaxado…
O sorriso flui, como antes…
Estava aprisionada,
No meu inconsciente…
E o meu corpo não foi
Capaz de se libertar sozinho…
Que delicioso é, sentir-me eu,
Novamente…
Mato agora as saudades…
Voltei a reconhecer-me…

© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Término


Não era para ser assim…
Mas não há ninguém
Que consiga forjar
Um sentimento que se apagou;
Que morreu pelo caminho…
Serei eu um ser maléfico,
Insensível?!
Por deixar de querer?
Por desejar mais?
A luz diminuiu,
As sombras ganharam forma,
Deixei de me reconhecer.
E se não me reconheço,
Deixo de existir…

© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Indecisão

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Foge do tempo,
Enquanto ele deixa,
Se te arrastares,
És arrebatada pelo nada.
São poucas as certezas,
Poucos, os sentimentos…
Indecisão, dúvida.
Necessidade de fuga.
Fujo do tempo, de ti,
Ou apenas de mim?!
Quero e não quero,
Ou talvez quisesse
Apenas querer…

© Alexandra Carvalho