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terça-feira, 7 de outubro de 2014

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography?fref=ts
E de repente, é uma solidão desmedida.
As paredes do quarto isolam-me ainda mais.
É possível que sinta mais a tua falta agora,
Do que em todas as outras vezes.
O até já, afigura-se longo,
E até o teu silêncio faz-me falta.
As gargalhadas nocturnas,
As conversas em forma de interrupção.
As indirectas que atingiam que nem flechas
Num coração perdido,
Numa alma desencontrada.
É provável que me estivesse a habituar
À tua presença constante
E a incerteza da tua ausência
Passageira ou derradeira, desconcerta-me.
Falo pouco e sinto tanto.
Neste momento, apenas consigo dizer,
Fazes-me falta.


© Alexandra Carvalho

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os espaços encurtam,
E do nada surge a sensação de claustrofobia.
As paredes parecem querer esmagar-me,
Ou pelo menos, tentam escorraçar-me dali.
O aconchego deixa de existir,
E aquele lugar de suposta paz
Não tem nem réstia dela, dissipou-se.
O fim do verão levou bem mais do que o sol.
Levou-me a calma.
Aquela serenidade que me é imprescindível.
Não sei viver no conflito.
Torturam-me as vozes gritantes,
Não quero mais nada, além de silêncio.


© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Indecisões em forma de tormento

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Hoje deixei de encontrar fundamento
Para a minha existência.
E pela primeira vez pensei em partir,
Deixar a minha alma seguir viagem.
Desejei voltar para casa.
Um acto egoísta
De quem não entende o que está cá a fazer.
As vozes dos outros parecem sussurros,
Quase não os ouço, esforço-me para os ouvir.
Até a minha voz parece estar gasta.
Sinto-me cansada.
A pergunta que não se cala:
Mas afinal o que queres fazer?
Não sei. Essa é a resposta que tento não dar.
Um turbilhão de incertezas
Consome-me a cada dia, a cada noite que mal durmo.
E os dias começam sempre da mesma forma.
Será que sós não conseguimos nos encontrar?!
Há um sopro que precisa libertar-se,
Não consegue. Estou a amarrar-me a não sei o quê.
E o estigma parece perseguir-me.
Não faço o que querem que eu faça,
Não sou o que querem que eu seja.
Nem tão pouco sou o que eu queria ser.
Não sou nada, sendo tudo.
Pudesse eu me entender melhor.

© Alexandra Carvalho

16-07-2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Tu e ele

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Há decisões que teimamos em adiar,
Erradamente.
Escolhas que inconscientemente já foram feitas
Mas o medo não nos deixa assumir.
Há sentimentos que optamos por renegar,
Também erradamente.
Que certeza temos nós que aquele sentimento
Não será o certo?
Que por ali pode estar
O caminho que nos fará sorrir?
Resguardo e aconchego o sentimento menor,
E deixo ao vento, livre para ir embora,
O mais importante dos dois.
Penso separadamente em cada um.
Um inquieta-me e o outro faz-me sorrir.
Agradava-me poder juntá-los.
Que dois seres pudessem tornar-se
Apenas em um.
É uma blasfémia!
Nesta indecisão, é provável que me desligue dos dois.
Mas não para já,
Não para já, depois.


© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 13 de março de 2014

E se de um momento para o outro deixássemos de existir

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A pergunta é silenciosa
Mas fazêmo-la.
E se de um momento para o outro
Deixássemos de existir?
Existir, no sentido terreno, entenda-se.
O medo de ir embora não me atormenta.
Mas sinto que há muitas palavras por dizer,
Muitos sentimentos por demonstrar.
Tenho medo sim,
De todos, não terem sentido que os amava.
Assusta-me a minha inabilidade
De dizer o que sinto;
A minha habilidade em fechar-me,
Em esconder-me dos afectos.
Afasto-os o mais que posso.
Alma estranha esta!
Conscientemente sei que sou assim,
Inconscientemente não consigo mudar.
E se de um momento para o outro
Deixasse de existir,
As palavras por dizer não teriam sido ouvidas,
Mas certamente, poderão ser lidas.
A alma estranha,
Mostra-se transparente no papel.


© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography

Olhamos para trás
E as imagens assumem-se remotas.
Resquícios de um tempo
Que quase deixamos de acreditar que vivemos.
Parece ter sido vivido por outro eu,
Distante deste que agora existe.
Mas relembramos, saboreamos os momentos.
Eternizamos cada passo dado,
Cada aventura vivida,
Cada olhar partilhado.
Viveríamos tudo outra vez?!
Seríamos capazes de voltar
Ao tempo que se assume remoto?
Jamais.
As memórias servem apenas
Para nos deliciarmos
E relembrar-nos do que nos tornou,
Neste eu, que agora existe.


© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Reflexos/realidade

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O espelho está ali,
Bem à nossa frente.
Mas não sei que imagem vejo.
Tentamos mudar o que ali vimos,
O reflexo do que não queremos ser.
A cor do cabelo passa a ser outra.
Disfarçamos a infelicidade com maquilhagem.
Mas é certo,
Se o olhar é baço
E o sorriso triste,
Não há maquilhagem que nos safe.


© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Poucas palavras há a dizer,
pareço gostar de estar em silêncio.
Faz-me bem, pelo menos.
Por ora, a poesia reconforta-me.
Lembra-me quem sou.
Isolo-me não raras vezes,
o mundo confunde-me,
e apenas a caneta e o papel me trazem de novo à realidade.
Não sei muita coisa,
mas esta sociedade parece estar a enganar-se a si própria.
Todos parecem caminhar para o lugar errado,
mas talvez, já seja eu a divagar.
Remeto-me novamente ao meu silêncio,
às paredes silenciosas do meu quarto,
às ondas que vão e vêm, no mar aqui ao lado.
Basta-me isso, ou talvez, desejo que apenas isso baste.

Alexandra Carvalho

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ditames Celestiais

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Voltei ao que era,
Pouca coisa me afecta.
Estou dormente perante as emoções.
Deixo-me ficar num estado latente,
Viver parece mais fácil assim.
Não me conformo, apesar disso.
Não quero nada querendo tanto.
Que ser inconformado sou eu?
E para quê? Porquê?
Que escolha lastimável fiz
Ao escolher este tipo de vida.
Esta existência que pouca coisa me diz.
É capaz que me tenha enganado;
É capaz também que ainda não tenha percebido nada,
Os ditames celestiais serão os certos, porventura.
Aguardo pelo fundamento;
Aguardo pela descoberta,
De quem sou e o que aqui faço.


© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Realidade Complexa

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De repente, chega aquele momento,
Do derradeiro desfecho.
O autoconhecimento custa.
Como é difícil conhecermo-nos
E perdoarmo-nos.
Erro atrás de erro.
Sonho atrás de sonho.
De resto, apenas sonho.
Para onde vou afinal?
Queria não saber o que procuro na vida,
É capaz que assim, ela me desse algo.
Entre um impulso e outro,
Anseio ir embora.
Libertar o espírito, sentir-me livre.


© Alexandra Carvalho

domingo, 15 de setembro de 2013

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Não deixaste de ser aquele corpo,
Que tanto me apetece como não.
Não passas disso,
Mas temo que a vulnerabilidade
Tenha tomado conta de mim desta vez.
A solidão tem destas coisas,
Empurra-nos para realidades fingidas.
Contenho a minha respiração
E suspiro pausadamente.
Tento que numa destas vezes
Tenhas voltado a ser quem eras,
O corpo que me satisfaz e tão somente isso.
Mas afinal, de que é feita a nossa amizade?
De encontros carnais?
De devaneios intensos e ilusórios?
Pára, não és nada, jamais foste.
Deixa estar, entre um encontro e outro,
Terás voltado ao lugar de onde jamais
Deverias ter saído.


© Alexandra Carvalho

sábado, 7 de setembro de 2013

A voz ficou baça
E é lá de vez em quando que a ouço…
Não me apetece dizer nada,
Esconder-me do mundo
E ficar assim…
Até que o dia pareça mais interessante.
A luz do sol lá fora
Pouco efeito tem em mim,
A escuridão da noite parece
Transportar-se para o dia.
Não sei mais quando é dia,
Quando é noite.
Suspiro uma, duas, três vezes…
A realidade é a mesma.
Estou de tal forma exausta
Que apenas me apetece chorar.
Quero tanta coisa,
Mereço tanta coisa
E a vida não me dá,
Teima em não me dar.
Choro, falo sozinha, liberto-me…
Mas, a mesma solidão
Que me trouxe até aqui,
Também irá arrancar-me,
Mais dia menos dia.


© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

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Prendes-me ao teu olhar
E pouco precisas fazer.
Incomoda-me deveras,
Cada adeus que preciso dizer-te;
Cada constatação da tua ausência.
Fazes-me falta. Já to disse?
Porventura, o terei dito algumas vezes.
Na amizade também se ama,
Percebo isso agora, amo-te.
Amo-te por quem és,
Pelo sorriso que emana de ti,
Pela tua beleza interior,
Por todas as tuas palavras,
As que me fazem sorrir, e as outras,
Aquelas que me mostram que estou alheia à vida.
E não, esta não é uma declaração de amor,
É um agradecimento.
E se agora, as lágrimas correm,
É apenas por saudade.
A linha que separa o amor da amizade
É ténue e confusa,
E nesta confusão, acredito que nos amamos
Da forma mais pura e real.

© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Espírito

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Talvez nem sempre
O meu espírito aqui esteja,
Deixo apenas o meu corpo vaguear.
Não sei por onde ando,
Mas intimamente, sinto que não estou aqui.
Havia antes uma procura incessante,
Deixou de existir.
Era ela que me puxava para o chão.
Deixei de questionar,
Deixei de ser eu.
O meu sorriso anda foragido
E o brilho dos meus olhos está baço.
Tomara eu encontrar novamente o meu espírito.


© Alexandra Carvalho

domingo, 28 de julho de 2013

Química

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A pele voltou a puxar-nos
Um para o outro.
Até na distância já se manifesta.
Eis a novidade.
O coração não apela a tua presença,
Jamais o fez.
Estou certa que uma coisa não precisa da outra.
Ou pelo menos, o desejo
Não precisa de um sentimento por perto.
Já o contrário, talvez seja impossível.
Que sentimento sobreviverá
Sem que o desejo grite, grite sempre?
Nenhum.
E este, é o primeiro que morre.
O desejo evapora, nunca sabemos como,
Quando, desaparece apenas.
E depois disso, a pessoa que nos era tudo,
Passa a ser nada.
Que estranha é a vida.
Possivelmente, nem todas as pessoas
Nos deixaram algo.
A história apagou-se literalmente.
O caminho segue. Sempre.
Mas tu não, não nos deixamos ir embora.
Será efectivamente a pele,
Ou coração estará por detrás?


© Alexandra Carvalho

terça-feira, 2 de julho de 2013

O sorriso fugiu

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Não sei onde pára o sorriso,
Mas também não sinto vontade
De o procurar.
Logo o sorriso,
A característica que me define.
Senão sorrio, quem sou então?
Nem sempre é fácil sermos nós,
Apetece ser outra pessoa qualquer.
Mas se não formos nós mesmos,
Teremos nos perdido algures.
E todos nós sabemos,
É difícil trazer quem se perdeu.
Mesmo sem sorriso,
Desejo manter-me aqui.
Em algum lugar, numa circunstância qualquer,
Ele voltará para mim.
Meigo e transparente, como sempre foi.
Estes tempos são mais sombrios,
O país não me permite desejar sorrir,
Mas já permitiu antes, milhares de vezes.
Sim, eu sou uma pessoa sorridente,
Serei sempre.
Mas de momento, o sorriso fugiu.

© Alexandra Carvalho

sábado, 25 de maio de 2013

Sabedoria


As minhas energias
São, não raras vezes, sugadas,
Completamente sugadas.
A minha paz interior
É nesse momento posta à prova.
Negaria erradamente,
Se dissesse que não me apetece mandar tudo à vida.
Muitas vezes apetece.
Mas aquela cítara suave,
Vai entoando a dita melodia do conhecimento,
Da sabedoria.
Ainda bem que continua a tocar.
Pois, todas as vezes,
É ela que me renova por dentro.

© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Reconhecimento celestial

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Não nos reconhecemos sempre,
É como se o espelho
Mostrasse uma imagem,
Uma alma,
Que não é a nossa.
Ou pelo menos, não é a que achávamos ter.
Outras vezes olhamos,
E sim, somos nós.
E nesse preciso momento, é como se a vida
Estivesse a esvair-se entre os nossos dedos.
É quando nos reconhecemos,
Que percebemos como o tempo não pára
E a estadia é breve.
A missão está ainda por cumprir.
Continuamos aqui.
Será que quanto mais cedo chegarmos a ela,
Mais cedo iremos embora?

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Egos auto insuflados


Certamente, ausentar-me-ei
Várias vezes das palavras,
Mas não delas propriamente,
Das circunstâncias talvez…
Cansam-me estes egos auto insuflados,
Estas conversas ocas,
Esta lamúria constante.
Que fardo!
Que tédio!
É aquele ego auto insuflado
Que lhes tolda a visão.
A vida não é má,
Os dias não são todos maus.
E que tal olhar para trás?!
Não é preciso muito.
Uns segundos atrás, umas horas, uns dias…
Quantas vezes sorriram? Muitas, várias…
Isso também é felicidade.

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 19 de abril de 2013

E onde anda o amor?


Quisera eu que o teu rosto
Tivesse ficado apenas no passado.
Mas a minha vontade
Não é dona e senhora de si.
Os pensamentos surgem,
Os sonhos arrebatam-me.
Tu sempre apareces,
Numa história ou noutra,
Num drama ou romance.
Porventura serás a minha alma gémea,
Mas se o és,
Porque a vida teima em impedir-nos a união?
Ao invés disso,
Manda-nos pessoas ao acaso,
Umas que aguentam mais tempo,
Outras que nem entendemos a sua passagem.
Mas, assim é a vida,
Uma sucessão de aprendizagens,
Um acumular de emoções,
De grandes ou pequenas paixões.
O amor, esse,
Ainda não nos foi permitido.

© Alexandra Carvalho