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sexta-feira, 8 de maio de 2020



Será este o lugar,
Onde o teu abraço encontra o meu?
Será este o lugar,
Onde o teu sorriso amplifica o meu?
Sei que agora é,
Sei que o Universo todos os dias me diz que és tu.
O ser humano que me confronta com os meus medos,
Que me desafia, que me desperta para mundos outrora não ambicionados.
Será este o lugar,
Onde a essência vibra por si só?
Será este o lugar,
Onde o teu calor amplia o meu?
Sei que agora é,
E isso basta.

© Alexandra Carvalho

domingo, 29 de março de 2020


Encontramo-nos no tempo certo para nós,
E tão incerto em outros pontos.
Não me foi roubado o amor, mas alimentam-se os medos.
Encontramo-nos num tempo errado,
Num tempo de bloqueios e obstáculos.
E que obstáculos!
A distância.
Sinto-te todos os dias,
Vejo-te todos os dias,
Ainda assim, o meu toque pede por ti,
Pelo teu rosto, pela tua pele.
Não nos foi roubado o amor,
E só por isso, sei que tudo está certo.


© Alexandra Carvalho
11/03/2020
Dias há que o medo me invade.
E as certezas viram dúvidas.
Solta-se na minha boca
as palavras,
Meu Amor!
Ficam, no entanto, presas.
Não as consigo gritar.
A cada inconsistência ou incompatibilidade, retraio
O sentimento que já existe.
Afinal, terei medo de nós
Ou de mim própria?


© Alexandra Carvalho
25/02/2020

Falei contigo durante anos,
ouviste-me quieto.
Calado e sem pressa.
Quando deixei de te falar,
soubeste que era a hora certa.

Estava pronta para ti.
Apareceste.
Sempre que uma alma
reconhece a outra,
sabe que é ali que quer ficar.
Encontramos o nosso lugar.


© Alexandra Carvalho
09/02/2020

sábado, 25 de janeiro de 2020




Entre o espaço da tua pele e da minha, um abismo tenta atrair-me.

Olho de relance e repele-me.
Por ora, não caio.
Até a tua pele se juntar à minha.



© Alexandra Carvalho

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Fotografia: https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/

Não sei quem és,
Mas invades o meu espaço cada vez mais a cada dia.
Não sei quem és,
Mas reconheço o teu olhar.
Não sei quem és,
Mas o meu sorriso responde ao teu.
Não sei quem és,
Mas o teu toque acelera-me o coração.
Não sei quem és...

© Alexandra Carvalho 
05/09/2019

sábado, 20 de abril de 2019

Depois da constatação



Talvez assuste mesmo,
porque sou estas todas e ainda mais. 
Se tens medo apenas de uma ou duas destas que conheces,
quanto mais de todas as restantes?
Sabes, tu também não és só esse.
És esse, que mostras, e todos os outros que te definem enquanto ser humano.
Basta não ter medo de ser quem se é.
Se souberes lidar com os teus eus, 
também saberás lidar com os meus eus,
e de toda a gente que se atravessar no teu caminho.


© Alexandra Carvalho

quarta-feira, 3 de abril de 2019



O coração por vezes apetece parar.
Fazer uma pausa até que as coisas aconteçam.
Na verdade, apetece mas não é isso
Que esta alma quer.
A cada respiração ofegante ou prolongada,
A vida esfuma-se e reaviva-se.

Não estive tão plena
Desde há muito tempo.
Que grata.
Gosto do som que emite lá fora,
E gosto, porque cá dentro
Vou compondo melhor a minha história.
Arrependimentos, terei sempre.
Tal ser humano que sou!
Mas agora conheço melhor
A essência que tenho desde sempre.
Conheço e admiro;
Conheço e amo. 
E isso basta para que só apeteça 
Parar o coração, mas não desejar 
Que ele realmente pare.

© Alexandra Carvalho
02/04/2019

sábado, 23 de março de 2019

O meu maior amigo


Não me fazes falta,
Mas incomoda-me saber que te perdi.
Há um espaço que ficou vazio.
Era teu.
O de melhor amigo.
Continua vazio.
Porque na vida percebi,
Que pessoas são insubstituíveis.
E amigos, ainda mais.
Não vou pôr outro,
Porque o que vivi contigo,
Foi apenas contigo.
As longas conversas, tive-as
Apenas contigo.
Mas sim, não me fazes falta.
E tenho a certeza que eu
Também não te faço.
Tais seres independentes que somos.
Aquele espaço ficará ali,
Passe o tempo que passar.
Se voltares, voltas para
O teu lugar de direito.
Se não voltares,
Ficará em mim a doce memória
Do meu amigo maior. 💛

© Alexandra Carvalho
18/03/2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Duas almas




Quisera eu a indiferença
Da tua presença,
Aquele aproximar que nada diz.
Temo que ainda diga.
Muito mais do que permiti conscientemente.
Mas de onde tirei a ideia
Que é possível permitir
Seja lá o que for,
No campo dos sentimentos?!
A cada acaso ou partida do Universo,
Que me faz confrontar
Com o teu rosto, com o teu sorriso,
Com o teu olhar,
Compreendo um pouco mais
A minha história e as emoções
Que tenho de aprender a moderar.
Há um passado que me persegue,
Silencioso, quase esqueço que o tenho.
Mas tenho!
É esse passado que tu relembras.
E é esse passado que tenho de olhar de frente,
Sem medo algum.
Lá atrás era eu,
Agora também.
Eu sou o passado,
E sou este presente.
Os dois eus formam
Um eu que se completa a cada confronto interno.
Não serás indiferente, jamais,
Percebo agora
Que quando alguém quebra
A barreira da indiferença,
Ela nunca mais volta a existir.
Duas almas encontram-se
Sempre por alguma razão.
Duas almas, em que a história
Pode permitir ser partilhada, ou não.
Nunca um encontro de almas
Será em vão.
Incomodas-me agora
Um pouco menos do que ontem,
Amanhã incomodarás menos ainda
E quando os dias se tornarem leves,
Perceberei que a tua alma foi embora,
E a minha, deixou-a ir.

© Alexandra Carvalho

sábado, 24 de novembro de 2018

Deixa estar

Deixa estar,
Este não tem de ser o tempo.
E que é o tempo?
Pedaços de dias, pedaços de horas.
Tempo, partilha. Memórias.
Deixa estar,
Não precisas estar pronto.
E que é estar pronto?
Sentir. Desejar. Sorrir. Querer.
Deixa estar,
Nada que não seja para ser, é.
Deixa estar,
Resta o que tiver de restar.
Deixa estar....

© Alexandra Carvalho

segunda-feira, 27 de agosto de 2018




Não tenho a certeza se é cedo.
Sei apenas, que devagar,
Vou querendo ver o teu sorriso.
Mas que arredio que tu és!
Do inesperado, surges, resplandeces.
Mas depois, a concha que te prende ao passado suga-te novamente.
Estás no meio,
Entre uma vida que não queres repetir
E um futuro que tens medo de não ser como mereces.
Mas se mereces, é esse o futuro que irás ter.
Eu talvez seja o futuro que mereces.
Tu talvez sejas o futuro que eu mereço.
Talvez…

© Alexandra Carvalho

sexta-feira, 22 de junho de 2018


Se estás inseguro, fala, exterioriza.
Se tens medo, não fujas, fala, enfrenta.
Se gostas, diz que gostas.
Se não gostas, diz também que não gostas.
Sufocar estados de alma, não os sufoca apenas. Sufoca-te a ti.
Quando te libertas, tu visualizas, enfrentas e perdes o medo.
E sem medo, só sem medo, é que conseguimos ser felizes.

© Alexandra Carvalho

sábado, 9 de junho de 2018

De repente, foi como se me sentisse vazia.
Procurei cá dentro, pelas memórias vividas lá atrás. 
Não consegui encontrá-las. 
Vejo-as distantes, dispersas deste eu que agora existe. 
Este vazio preenche todo o meu ser actual, 
Percebo a emergência de viver novas emoções, 
Criar novas memórias. 
Este eu, que agora existe, permitiu desligar-se de vez, do passado.


© Alexandra Carvalho
18/05/2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Ouve-se cá dentro a chuva que teima em não parar. 
O som estrépito que não deixa que os pensamentos se organizem.
Há uma voz que fala mais alto do que eu, que me pede calma.
Sossego o eu, a alma que confusa,
tem dúvidas da sua missão.
Sossego e silencio as palavras que por ora não interessam.
Amanhã tentarei ouvi-las novamente.
Amanhã saberei se permito que falem.



© Alexandra Carvalho

19/04/2018
Que terá custado mais,
a constatação ou eu ter-me permitido baixar a minha vibração? 
Já não há nada afinal,
tão pouco, já sei, se algum dia terá existido.
Na dúvida, da (in)existência, perdoei o meu coração e segui.


© Alexandra Carvalho

16/04/2018

E na morte do dia,
Pensamentos vários se afiguram.
A essência das horas perde-se, confunde-se, no tempo. No dia.
Palavras que saem, umas genuínas e outras alimentadas pelo ego.
Emoções reais e outras fantasiadas pela ilusão.
Pessoas verdadeiras e outras que estão ali apenas para nos ensinar,
a escolha entre o bem e o mal.
O dia morre lentamente,
E é certo, a escolha da aprendizagem, é nossa,
apenas nossa.




©Alexandra Carvalho

12/04/2018
Se olhar para ti, espero que saibas que olho, essencialmente para a tua alma.
Se falar para ti, espero que saibas que falo essencialmente com a tua humanidade.
Se passar tempo contigo, espero que saibas, que faço-o essencialmente para a tua evolução e para a minha também.
Não vejo corpos,
Não vejo egos,
Não vejo estagnação.
E esta é a minha escolha.


Alexandra Carvalho
09/04/2018
Às vezes, parece que não consigo ouvir nada,
É tudo um silêncio absoluto.
Fico inerte e tento escutar,
Nada.
Nada.

Alexandra Carvalho

06/04/2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

E assim é



E é como se já não fosses nada,
Como se de repente, nunca o tivesses sido.
Mas foste.
Em que momento foste embora e eu não percebi?
E em que momento eu deixei-te ir e também não percebi?
Mas assim é a vida.
Um acumular de pessoas que vão,
Que ficam, que passam.
Percebeste como se acabaram as palavras?
Já não temos nenhuma um para o outro.
Há um sorriso que fica, que é fácil,
Mas as palavras acabaram.
E sem palavras, sobra nada.
Já fomos tudo, agora não somos nada.
E assim é, e assim é.

© Alexandra Carvalho