sábado, 16 de novembro de 2013

O adeus pode ser apenas uma palavra

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De pouco vale dizer adeus quando não passa de uma simples palavra. E todos sabemos, nem todas as palavras são verdadeiramente sentidas.
Gostava de entender este apego, esta necessidade de voltar a olhar para ti. Eu disse-te adeus mas as minhas próprias palavras estão agora a atraiçoar-me.
O que nos faz dizer algo quando sentimos o oposto? Porque somos atraídos por quem sabemos tão bem que não nos merece?
A verdade, é que todos nós fazemos as mesmas questões, num momento ou noutro.
Ainda que me conheça, há impulsos que não consigo controlar, há desejos que sou incapaz de não ceder.
O que hoje é amanhã deixa de ser, sou de tal forma inconstante que não consigo ficar em lado nenhum. O mundo não tem um paradeiro certo para mim, eu não permito tal.
Nasci assim, esta sou eu, e há muito deixei de querer ser o que os outros queriam que eu fosse.
Não serei um mau produto da sociedade, mas certamente serei um exclusivo.
Sinto ter tantas emoções alojadas, tantas vidas acumuladas, parece-me estar tudo baralhado aqui dentro.
Terei sido em todas as vidas um ser humano confuso?! Terás tu feito parte de todas elas? Ah este apego que não me abandona.
Não te quero mais, querendo tão arduamente. E serás meu de novo, nesta vida ou na próxima.
Continuo a repetir silenciosamente o adeus que te disse, tenho esperança que assim ganhe força e passes a ser uma memória do passado, uma lembrança da única constante no meio da minha tumultuada inconstância.


© Alexandra Carvalho